As origens históricas da psicanálise na obra de Freud refletem uma noção de seleção de pacientes para essa forma de tratamento. Essas exigências baseavam-se no reconhecimento das árduas demandas que a análise impõe ao paciente. Naqueles primórdios, predominava o modelo médico clássico de descoberta de “indicações” diagnósticas para tratamentos, mas traços desejáveis na constituição dos analisandos eram observados.
Os conceitos modernos de analisabilidade evoluíram a partir dessas raízes para uma constelação de capacidades necessárias para que um paciente se beneficie do tratamento em análise. Os critérios de analisabilidade transcendem listas rígidas de diagnósticos passíveis de inclusão de características ideais em um paciente. Estes critérios visam designar quais pacientes serão capazes de tolerar a exploração profunda, forjar uma aliança terapêutica e, finalmente, trabalhar na transferência. Consulte a Tabela 1 para uma lista de características.
Analistas, e mais tarde terapeutas dinâmicos, buscam em seus pacientes um senso interno de responsabilidade por suas vidas, com alguma capacidade de controlar suas circunstâncias. 5 Eles buscam sofrimento suficiente no paciente para motivá-lo ao tratamento, um desejo genuíno de exame e autocompreensão, e força para suportar a ansiedade, as perturbações e os efeitos intensos que acompanham o tratamento psicanalítico.